A WestJet e o sindicato que representa cerca de 4.400 assistentes de bordo chegaram a um acordo provisório, pondo fim à greve que interrompeu voos em todo o Canadá durante o fim de semana prolongado. O entendimento prevê aumentos salariais, melhorias nos subsídios e compensação pelo trabalho realizado em terra, estando agora sujeito à ratificação dos trabalhadores.
A WestJet e o Sindicato Canadiano dos Funcionários Públicos (CUPE), que representa os assistentes de bordo da companhia aérea, anunciaram hoje um acordo provisório, encerrando a paralisação laboral que levou ao cancelamento de centenas de voos em todo o país.
O entendimento põe igualmente termo aos avisos de greve e de lockout, permitindo à companhia iniciar o processo de reposição gradual das operações.
Segundo a WestJet, o acordo prevê um aumento salarial de 13% a partir de outubro, seguido de aumentos anuais de 2,5% em cada um dos três anos seguintes.
O contrato inclui ainda um novo suplemento remuneratório pelas horas de serviço, equivalente a um aumento adicional de cerca de 12%, destinado a responder às reivindicações dos assistentes de bordo relativas ao trabalho realizado em terra antes e depois dos voos.
O acordo contempla também pagamentos retroativos ao início de 2026, um aumento de 13% no subsídio de alimentação e um reforço dos benefícios na área da saúde.
A presidente da secção local 8125 do CUPE, Alia Hussain, afirmou que o entendimento representa “um progresso significativo”.
“Este acordo provisório reconhece melhor o trabalho que os assistentes de bordo são obrigados a desempenhar e prevê aumentos gerais da remuneração por esse trabalho”, declarou.
A dirigente sindical acrescentou que o acordo foi alcançado através da negociação coletiva.
“O mais importante é que este acordo foi conseguido à mesa das negociações”, sublinhou.
O diretor executivo da WestJet, Alexis von Hoensbroech, lamentou os transtornos causados aos passageiros durante o fim de semana.
“Sabemos que esta interrupção foi frustrante para os nossos passageiros e colaboradores e lamentamos profundamente essa situação. As nossas equipas estão a trabalhar para restabelecer o serviço e levar os clientes aos seus destinos o mais rapidamente possível”, afirmou.
O responsável acrescentou que o acordo reconhece “o profissionalismo e o trabalho árduo” das equipas de cabine.
A greve começou na madrugada de domingo, depois de vários meses de negociações sem entendimento entre as partes. As conversações decorriam desde janeiro e centravam-se sobretudo nos aumentos salariais e na remuneração do trabalho efetuado em terra.
Na manhã de segunda-feira, a WestJet mantinha cancelados todos os voos com partida do Aeroporto Internacional Pearson, em Toronto, enquanto trabalhava na normalização da operação.
A companhia aérea realiza habitualmente mais de 600 voos por dia, transportando mais de 70 mil passageiros.
O acordo terá agora de ser submetido à votação dos cerca de 4.400 assistentes de bordo representados pelo CUPE, não tendo sido ainda anunciada a data da consulta aos trabalhadores.
Sérgio Mourato
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