O português Fernando Pimenta sagrou-se este domingo campeão mundial de K1 5.000 metros, em Poznan, na Polónia, conquistando o segundo título nos Mundiais de canoagem depois de ter vencido, no sábado, a prova de K1 1.000 metros.
Na última prova da competição, Pimenta cumpriu os 5.000 metros em 24.15,72 minutos, terminando à frente do sul-africano Hamish Lovemore, segundo classificado com 24.17,17, e do dinamarquês Mads Pedersen, terceiro com 24.18,17.
“Foi uma prova mesmo das mais perfeitas que eu fiz até hoje em 5.000 metros com as portagens. Fui tentar dominar a regata toda e consegui fazê-lo de uma forma perfeita”, afirmou o canoísta português no final.
A prova disputada no Lago de Malta incluiu cinco portagens, nas quais os atletas tiveram de sair da água, correr numa plataforma transportando o caiaque e regressar à água.
Pimenta esteve praticamente sempre na frente, respondeu aos ataques dos adversários e ainda encontrou energia para decidir a corrida no ‘sprint’ final.
“Fazer cinco quilómetros praticamente todos à frente, a responder todos os ataques e na parte final ainda conseguir ter energia para ‘sprintar’ e vencer… é sem dúvida um momento muito bonito”, acrescentou.
O triunfo devolve a Pimenta um título mundial de K1 5.000 que já tinha conquistado em 2017 e 2018. Nesta distância, o português foi ainda medalha de prata em 2021, 2023 e 2024 e bronze em 2019.
Aos 37 anos, Pimenta encerra os Mundiais de Poznan com dois títulos, depois de no sábado se ter sagrado campeão em K1 1.000 metros.
“Quando em 2023 disse que muito provavelmente era um dos atletas mais resilientes e mais fortes do planeta, provavelmente este fim de semana demonstrei isso mesmo”, considerou.
Sem estabelecer objetivos concretos para as próximas épocas, o português garantiu que pretende continuar a competir enquanto reunir condições para lutar pelas primeiras posições.
“Enquanto tiver energia, força física e mental, cá estarei a tentar lutar pelos lugares de cima”, afirmou.
Pimenta destacou ainda a importância da família e dos amigos na continuidade da carreira, particularmente depois da desilusão dos Jogos Olímpicos Paris2024, nos quais terminou em sexto lugar. O canoísta referiu também a distância da mulher, Joana, e dos filhos, Margarida e Santiago, lembrando que é por eles que “tudo faz sentido”.
Portugal encerrou os Mundiais com quatro pódios: os dois ouros de Fernando Pimenta em K1 1.000 e K1 5.000, a prata de João Ribeiro e Messias Batista em K2 500 e o bronze de Ribeiro, Batista, Gustavo Santos e Pedro Casinha em K4 500 metros.
Sérgio Mourato
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