O primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, assinalou esta sexta-feira os 25 anos dos ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001, recordando as quase 3.000 pessoas que morreram, incluindo 24 canadianos, e destacando a resposta do Canadá à tragédia.
Numa declaração divulgada pelo Gabinete do Primeiro-Ministro, Carney afirmou que, apesar de ter passado um quarto de século, permanecem tanto o pesar pelas vítimas como a determinação em combater o ódio e o terrorismo.
“Vinte e cinco anos depois, a nossa dor não desapareceu e também não desapareceu a nossa determinação em enfrentar o ódio e o terrorismo”, afirmou. “Hoje, recordamos todas as vidas que foram tiradas e aqueles cujas vidas mudaram para sempre.”
O primeiro-ministro reiterou a solidariedade do Canadá com os Estados Unidos, afirmando que os canadianos se juntam aos vizinhos norte-americanos “no luto, na memória e na solidariedade”.
Carney recordou também os bombeiros, equipas de emergência e trabalhadores envolvidos nas operações de salvamento e recuperação após os ataques contra o World Trade Center, em Nova Iorque, e o Pentágono, nos arredores de Washington.
A declaração destacou ainda a resposta canadiana quando o espaço aéreo dos Estados Unidos foi encerrado. Segundo Carney, o Canadá recebeu 224 aviões em 17 aeroportos de todo o país.
Gander, na Terra Nova e Labrador, tornou-se um dos principais símbolos dessa mobilização. A comunidade, que tinha cerca de 10 mil habitantes, recebeu quase 7.000 passageiros retidos, com residentes a disponibilizarem alojamento, refeições e formas de contactar familiares.
“Eles não pediram nada em troca”, afirmou Carney, usando o episódio para destacar os atos de solidariedade que se seguiram aos ataques.
O primeiro-ministro recordou igualmente a resposta militar internacional. Após o 11 de Setembro, a NATO invocou pela primeira vez na sua história o Artigo 5.º, segundo o qual um ataque contra um membro da Aliança é considerado um ataque contra todos.
Mais de 40 mil canadianos serviram no Afeganistão nos anos seguintes. Carney recordou os 158 membros das Forças Armadas Canadianas que morreram durante a missão, bem como um diplomata, um jornalista e dois trabalhadores humanitários.
A declaração coincide com o National Day of Service, ocasião que Carney associou à importância de ajudar outras pessoas e comunidades como resposta àqueles que procuram provocar divisão.
“Servirmo-nos uns aos outros — um vizinho, um desconhecido, uma comunidade que precisa de ajuda — é a resposta mais verdadeira àqueles que nos querem dividir”, declarou.
Carney terminou a mensagem apelando à preservação da memória das vítimas, à homenagem daqueles que enfrentaram o perigo para salvar outras pessoas e à valorização dos pequenos atos de solidariedade que marcaram os dias que se seguiram aos ataques.
“Que nunca esqueçamos que, 25 anos depois, a homenagem mais verdadeira é servir — cuidar do desconhecido que está entre nós simplesmente porque precisa de ajuda”, concluiu.
Sérgio Mourato
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